Encontre aqui tudo o que você quer saber sobre a TV digital
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A TV aberta continua sendo o meio mais democrático de acesso à informação e entretenimento no Brasil. É gratuito, atende todas as camadas da sociedade e acima de tudo, coloca o controle na mão do cidadão. Agora, com a TV digital, podemos escolher assistir à  TV com a maior riqueza de detalhes possível em telas de alta definição ou então em qualquer lugar, a qualquer momento pelo celular ou TV portátil.
 
Todos nós sonhamos em assistir à final de uma Copa do Mundo de Futebol dentro do estádio. Porém, o preço do ingresso não é para todos, há um número limitado de lugares no estádio, sem contar a distância que separa uma pessoa no Brasil ao FNB Stadium (ou First National Bank Stadium) – estádio da final da copa do Mundo na África do sul em 2010. Graças à TV Digital, milhões de pessoas têm a sensação de estarem próximos de Kaká, de Robinho ou de seu ídolo. Com quatro vezes mais pontos na tela do que a TV convencional e som de altíssima qualidade, a TV Digital é a prova da democracia por meio da tecnologia, levando pessoas virtualmente a outro lugar em outro país, gratuitamente.
 
Ampliamos nossa capacidade de ter acesso à informação pois no ônibus ou no carro (como passageiros, é claro) podemos assistir aos jornais, acompanhar os fatos com uma TV portátil. Em breve teremos um canal de retorno adequado (quem sabe por Wimax?) para termos interatividade. Com isto podemos ir além da notícia exibida na TV, podemos aprofundar o assunto sob demanda. Tudo ao alcance de todos. Basta querer. Se não quiser também, relaxe e curta as imagens, os sons e a experiência de viajar sem sair do lugar. Afinal, o controle está em suas mãos.

Por Guilherme Morais

Em visita à convenção de áudio AES no Anhembi em São Paulo, realizada nos dias 26 a 28 de Maio, podemos ver novas tecnologias em sistemas de áudio em HD. O evento contou com palestras ministradas pelos mais famosos membros da sociedade de áudio mundial. Nestas palestras, tivemos demonstrações de vários lugares do mundo em matéria de áudio. Uma delas, que me chamou atenção, não só minha, mas sim de todo pessoal presente na palestra foi do Sr KIMIO HAMASAKI da TV Estatal NHK Japão. Ele apresentou a evolução do áudio em Alta Definição Surround chamado de 22.2, já em estudo e com algumas aplicações práticas no Japão.

Agora, vou falar um pouco da nossa realidade, pois se tratando de áudio 22.2 estamos só caminhando ainda para o sistema de 5.1 surround. Em testes na TV Globo, equipes estão trabalhando e transmitindo programas com áudio 5.1, como por exemplo, futebol que já é transmitido em HD e áudio 5.1 surround.

Realmente é impressionante o envolvimento do áudio com telespectador, pois traz uma sensação de que realmente estivessem no estádio ou show. No evento, foram montadas duas salas de audição tanto para 5.1 e 22.2. Nestas salas, no exemplo 5.1 foi instalado um televisor de alta qualidade (LCD), com sistema de monitoração de áudio adequados para receber o sinal e também abrir em 5.1.

Como não temos ainda em nosso mercado, receptores que já venham preparados para abrir completamente o sinal surround, alguns receptores foram instalados em pontos específicos em São Paulo, para testar o tráfego do sinal em 5.1. Todo este sistema ainda está em fase de testes e estudos em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em Belo Horizonte, atualmente, a TV Globo Minas estuda a transmissão do futebol estéreo 2.0, tanto no sistema analógico quanto no sistema digital. Uma grande vantagem de se transmitir esse áudio 5.1 surround é de levar os telespectadores para dentro do ambiente do evento sem sair do conforto de seu lar.

Uma previsão de comercialização dos equipamentos adequados para receber e abrir 5.1 surround aqui no Brasil não está definida. Pois o fabricante e proprietário do sistema 5.1 surround é a famosa Dolby (marca registrada) e os fabricantes dos receptores e TVs com sistema full HD ainda não fecharam um acordo deste sistema no Brasil. Quer dizer que não temos ainda receptores para abrir 5.1 surround.

O áudio 22.2

Para finalizar este artigo, quero dizer um pouco sobre o que vi e ouvi do áudio 22.2, pois não se trata somente de 5.1 e sim aquilo que pode levar a quase impressão que estamos realmente dentro da imagem projetada em alta definição. É incrível o envolvimento do áudio ao nosso redor, como por exemplo, mostrado no evento AES. Foi projetado um vídeo em HD, com áudio exibido no sistema 22.2. Este vídeo era de um campo cheio de flores. O som do vento vinha de todas as direções. Realmente em um instante tive uma sensação de estar no meio deste campo. Foi o que me chamou mais atenção.

Para se fazer este sistema de 22.2, precisamos de várias caixas acústicas, em trono de 24 caixas instaladas, tanto no teto quanto no chão e um sistema de áudio próprio para trafegar 22.2. Só temos em testes no Japão. No sistema 5.1 temos 6 caixas acústicas e uma tecnologia de áudio compatível com  o 22.2, que pode ser bem agradável tanto para os ouvidos quanto para o bolso.

Para termos realmente a impressão fiel do áudio que ouvimos durante todo nosso dia-dia temos que ter em nossa volta em torno de um milhão de alto-falantes agrupados em torno do corpo como se estivesse dentro de uma bola feita de alto-falantes.

Algumas questões de áudio foram faladas nas palestras, como questões de variações de volume entre um programa e comerciais e TVs que possuem alguns efeitos que fingem simular surround, mas será um assunto para próximo artigo.

Até logo…

Paulo Henrique

Um passo importante para a TV digital brasileira foi dado na quarta-feira (13). O Fórum de TV Digital anunciou as tecnologias que serão utilizadas no Ginga para interatividade no Sistema Brasileiro de TV digital (SBTVD) – o Java DTV e o NCL.

Saiba mais: leia notícia na íntegra

Linguagem NCL

A linguagem NCL (Nested Context Language) e sua plataforma de execução, resultado da combinação NCL e Lua - Ginga-NCL - é considerada uma das maiores inovações nacionais dos últimos anos e foi desenvolvida pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro- PUC-RJ. Já a arquitetura do GINGA-J conta também com as inovações desenvolvidas pela Universidade Federal da Paraíba-UFPB.

JavaDTV

O JavaDTV  se destacou pela forte comunidade do código aberto Java, que possui mais de 110 mil membros somente no Brasil. Além disso, o sistema se provou altamente flexível e muito fácil de ser implantado em todos os receptores digitais atualmente no mercado. Como se trata de uma linguagem nova de ampla utilização internacional e com o respaldo de uma gigante do setor de software, a Sun Microsystems, o Java é uma tecnologia “à prova de futuro”, com muitos anos de bons serviços à frente.

Arquivado em: interatividade — Tags:, , , 24/04/2009 - 3:01

Para ser mais direto sobre interatividade, ainda vamos ter que esperar mais um pouco, o fórum SBTVD está decidindo a aprovação do modelo do middleware a ser utilizado pelo Sistema Brasileiro.

O Sistema Brasileiro de TV Digital escolhido foi o ISDB-TB, um modelo baseado no sistema japonês com inovações tecnológicas brasileiras, ou seja, o único componente nacional e principal inovação seria o middleware, mas o que vem a ser o middleware?

Muito genericamente, middleware (alguns traduzem como mediador) é um programa ou software intermediário que interliga outros dois aplicativos que normalmente encontra-se em camadas diferentes.

No caso da TV Digital é a ligação entre o ambiente “software/hardware” do receptor de TV e o ambiente do conversor (set top box).

Neste caso um programador de interatividade pode operar apenas o middleware sem necessidade de maiores conhecimentos sobre os dois ambientes.

O nome dado ao middleware padrão do sistema brasileiro é o Ginga e está sendo desenvolvido por duas universidades, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

O middleware Ginga é composto por duas partes sendo uma Procedural e a outra Declarativa.

A linguagem Declarativa descreve o quê, e não como seus procedimentos funcionam. No Ginga, está decidido que esta linguagem será o NCL.

A linguagem é a Procedural, que especifica os passos que um programa deve seguir para alcançar um estado desejado. A princípio, o Ginga teria a linguagem GEM. Foi apontado pelo próprio Fórum do SBTVD que haveria o risco de surgirem detentores de patentes escondidas no código após a implantação do middleware, o que poderia acarretar royalties mais altos e difíceis de serem negociados, já que abandonar a linguagem nesta altura deixaria como legado todos os receptores já instalados.

Atualmente o impasse está entre o Ginga NCL desenvolvido pela PUC Rio e Ginga Java desenvolvido pela UFPB.

o Ginga-NCL, já está definido e permite execução de aplicações graficamente mais simples.

O Ginga-Java oferece aplicações mais sofisticadas, como interações que exijam mais atenção à segurança, por exemplo, como transações bancárias ou compras eletrônicas, o Ginga Java seria o mais indicado.

O Ginga Java parece ser a melhor aposta devido à universalização do Java.

Mas devido utilizar módulos proprietários estão aguardando negociações sobre estes o pagamento royalties.

Já surgiram boas notícias como a utilização de aplicativos substitutos desenvolvidos pela Sun Microsystem, passando a ser uma plataforma aberta livre e gratuita.
O nome dado foi Java DTV.

O que já está definido é a camada comum a esses dois módulos, declarativo e procedural, ou seja a camada encarregada da comunicação entre eles, de modo a balancear o uso do melhor em termos de performance para a aplicação interativa.

Há notícias que a decisão já teria sido tomada: 12 votos a favor da implantação do Ginga-J baseado no JavaDTV contra 1 a favor do Ginga-NCL e Lua puro.
Dessa forma, o middleware brasileiro GINGA será composto pelo Ginga-NCL, que representa a parte declarativa, e pelo Ginga-J baseado no JavaDTV, responsável pelas funções procedurais.
 
Mas não houve nenhuma notícia oficial do fórum a respeito desta decisão.

Esperamos que seja definido o modelo a ser implementado para que o telespectador possa usufruir desta novidade que a tv digital pode nos oferecer.

Ainda não foi implementada devido a definição do fórum, mas é a mais esperada por todos  pois esta vantagem da tv digital pode mudar a forma do telespectador ver televisão no Brasil.

Por Marcelo Santos

Sites sobre o assunto

Site oficial
http://www.ginga.org.br/

Linguagem NCL declarativa
http://www.ncl.org.br/

PUC Rio
http://www-di.inf.puc-rio.br/~colcher/cce/ginga-ncl/static_menu.html
http://www-di.inf.puc-rio.br/~colcher/cce/ginga-ncl/main_files/menu/descricao/descricao-in-frame.htm

UFPB
http://gingacdn.lavid.ufpb.br/projeto.html

Governo
http://www.softwarepublico.gov.br/ver-comunidade?community_id=1101545

Java
http://www.java.com/pt_BR/download/
http://www.sun.com/java/
http://www.javafree.org/noticia/3840/Brasil-vai-adotar-o-JavaDTV-no-Ginga-da-TV-digital.html

TV de Plasma

Definição
As telas de plasma possuem um gás que, ao passar por um processo de ionização, assume o estado de plasma. O plasma gera raios ultravioletas, que atingem a superfície externa da tela, formando a imagem.

A televisão de plasma é digital e trabalha com o formato usado no cinema e em filmes de DVD. É o chamado widescreen, de medida 16:9 ou 16:10 (um retângulo).

Resolução da imagem
As imagens são de boa qualidade, mas, a rigor, não podem ser consideradas de alta definição. Há várias TVs de plasma de 42 polegadas com resolução de 852 x 480 pixels (480 linhas horizontais), e para ter uma boa qualidade, teriam que ter resolução de 720 linhas horizontais.
São poucos os displays de plasma com alta definição à venda, mas custam mais caro.

Pontos Positivos
Cores mais vibrantes;
Ângulo de visão mais amplo;
Contraste aprimorado;
Tamanhos de telas a partir de 42 polegadas;
Ideal para DVDs e sinal digital em widescreen 16:9

Pontos Negativos
Alto consumo de energia;
Ao ficar próximo da tela, ocorre o efeito “flicker” que cansa a vista mais rápido;
Latência de imagem: uma imagem exibida por muito tempo acaba queimando a tela. Para amenizar o problema, os fabricantes desenvolveram novas soluções como o “pixel orbitor”;
Deixa a tela “espelhada” se houver incidência de luz direta (por exemplo, janela aberta).

TV LCD

Definição
TVs de LCD têm uma lâmpada de luz branca (backlight), cuja luminosidade é filtrada pelos cristais líquidos da tela.

Resolução da imagem
Nas TVs de LCD com 32 polegadas, as telas já são de alta definição.
Estão prontas para a TV de alta definição (HDTV).
A resolução no LCD varia de 1024×768 a 1920×1080 pixels.

Pontos Positivos
São mais leves;
Consomem pouca energia;
Há quem diga que a tecnologia é mais promissora;
Imagens mais nítidas;

Pontos Negativos
Rastros na imagem em cenas muito rápidas (tempo de resposta).

LCD ou plasma? 
Outro cuidado que deve ser tomado é quanto à relação entre o tamanho da tela e o ambiente onde a TV vai ser instalada. Se o espaço é relativamente pequeno, de cerca de 10 a 15 metros quadrados, o mais indicado é um televisor de tela plana de cristal líquido (LCD, liquid crystal display) de 32 polegadas. Se for maior, os aparelhos de 42 polegadas, tanto de cristal líquido quanto de plasma, representam a melhor opção. E qual a melhor tecnologia: cristal líquido ou plasma? Considerando as transmissões em alta definição, o futuro parece favorecer o LCD, pois os fabricantes tem evoluído na relação de contraste da tela. Para imagens convencionais, que não sejam em alta definição, o cristal líquido pode ser pior até que o tubo convencional. Para se ter comparativo de investimento; uma TV LCD e uma de Plasma de um mesmo fabricante com as mesmas funções básicas:

TV 42” LCD HDTV Ready, (1.024 x 768 pixels) - 2 Entradas HDMI -  R$R$ 3.998,50
TV 42″ Plasma - (1.024 x 768 pixels) - 2 Entradas HDMI, R$ - R$ 1.849,77

Caso você vá comprar uma, procure sempre pesquisar no site do fabricante da sua preferência pelo último modelo, com isto você terá mais tecnologia e os antigos problemas resolvidos.

Por Anderson Nilsen

Faça a experiência. Escolha uma de nossas muitas igrejas barrocas. Pilar ou São Francisco, de Ouro Preto, ou a Matriz de Santo Antônio, de Tiradentes, só para citar as mais famosas. Sente-se lá na frente e comece a observar.

No primeiro momento, seus olhos percebem um conjunto monumental, belíssimo, mas meio misturado, talvez confuso, sem definição. É um olhar perdido entre tudo e nada. A força do conjunto sobre as partes.

Depois, devagar, os olhos vão se fixando hora num, hora noutro canto. E você fica de boca aberta com aquele anjinho esculpido lá no alto da capela-mor. Agora, são as partes que se impõem na composição do todo. Você descobre o quebra-cabeças! E fica ainda mais maravilhado! 

Acesse o site do Terra de Minas 

É mais ou menos o que está acontecendo com a televisão. Entramos na era da precisão dos detalhes, da alta definição de cada elemento em cena e, portanto, apresentando imagens cada vez mais claras e reais. Considerando que a imagem é nossa ferramenta de informação, estamos cada vez mais perto do ideal.  Da surpreendente clareza da perfeição à incômoda constatação do imperfeito.

É o que você percebe  - e sente – com Terra de Minas, em HDTV. E esse novo olhar vale para o barroco, para as imagens da natureza e das cidades, para o artesanato (repare nas mãos) e as receitas. Chego a provar o gosto delas! Vale pra tudo e, em breve, vai valer também para os fatos do jornalismo diário. De tão real, pode ser até cruel. 

Para usar um lugar comum, é a tal “revolução” na vida de quem faz TV e na sua, que assiste à TV. Quer dizer, assistir, ver são verbos que nem cabem mais diante de uma televisão. Estão condenados ao desuso. Sabe aquela história de que a TV é uma janela para o mundo? Era. Acabou. Você pulou a janela, “caiu’ no mundo e nem mudou de posição no sofá.

É só começo. Vem muito mais com o áudio 5.1, com as facilidades de acesso à portabilidade e à interatividade. Penso que, logo, logo, vamos ter de trocar a expressão “telespectador” por  “televivenciador”.  Televivência não é uma palavra nova, mas nunca foi tão adequada quanto agora. Até porque, novo mesmo é o que a gente vive todo dia na TV.

Por Soraia Vasconcelos
Editora-chefe do programa Terra de Minas, totalmente captado, editado e exibido no formato digital e em HDTV.

Assista à vídeo do programa Terra de Minas - 14.03.2009 

 

Com o advento da TV Digital, é claro que o áudio também deveria seguir as mudanças ocorridas com o vídeo, que é a maior evidência trazida pela DTV. No caso do áudio, há a possibilidade de transportar seis canais, além do SAP estéreo.

Ainda não há a total implementação deste recurso na TV Globo. Pois, ainda, não foram concluídos os estudos para a melhor forma de captação de áudio 5.1, bem como seu tráfego. Porém os telespectadores estarão desfrutado em breve de um verdadeiro cinema na sua sala, com novos equipamentos de recepção que seguirão a tecnologia digital.

O áudio analógico usado atualmente ainda terá sua decodificação feita pelos STB (conversores), porém com saída estéreo, via conectores RCA. Ou seja, nesta fase de implantação da TV digital, serão usados dois canais, que darão a sensação espacial (surround) de acordo com os recursos da TV ou do Receiver.

Em especial, os Set-top-box, que disponibilizam uma saída de áudio de alta definição (HDMI ou cabo óptico), poderão ter uma melhor percepção de um áudio 5.1. Pois, tão logo seja ativado este recurso, ainda haverá um novo passo. O telespectador passara a ter a opção da recepção em Home-teather digital com uma gama muito grande de aplicações e a melhor audição do som da TV Globo.

Terminologias:

DVT – Digital TV

STB – Set-top-box

SAP – Serviço auxiliar de áudio (áudio original)

RCA – Tipo de conector para saída de áudio

Por Lourival Andrade

É verdade que a TV Digital é uma grande novidade para nós, Telespectadores e Broadcasters, e se difere em muito com a TV Analógica. Não somente por ser digital ou pelo aspecto de tela. Mas também, na forma de analisarmos a qualidade do sinal transmitido e a recepção nas residências.

Desde a implantação da TV digital em BH, estamos realizando medições em campo para testarmos a confiabilidade, a qualidade e a robustez do sinal recebido nas residências dos telespectadores. Estas medições podem ser definidas como:Carro para testes outdor da Globo Minas

Medida Outdoor
Demarcamos a cidade de BH em 124 pontos de medição espanados, de aproximadamente quatro quilômetros, onde nos deslocamos com uma unidade móvel. Ela é equipada com um mastro pneumático de 10 metros, uma antena de recepção UHF externa, desta que se coloca nos telhados, e todo instrumental necessário para realizar a medição.

Esta medição tenta simular uma recepção em uma casa de dois andares com antena externa.

Medida Indoor  Globo Minas realizandio testes indor
Agendamos 70 visitas em residências de telespectadores. Realizamos os mesmos testes das medidas Outdoor, mas nesse caso, utilizamos uma antena interna comum.

Esta medição visa estabelecer quanto robusto o sinal digital é dentro das residências.

Medida Móvel
Equipamos um veículo de passeio comum com um sistema que possibilita a medição, em movimento e em tempo real, do sinal de One-Seg. Saímos pelas ruas e avenidas de BH coletando estes dados. Simulamos possíveis recepções, como no interior de ônibus e em automóveis. Mapeamos a cidade levando em conta a qualidade da cobertura.

Esta ainda não foi concluída, pois nossa meta é cobrir o máximo de vias urbanas da cidade.

Podemos tirar algumas conclusões:

• Não encontramos nenhuma situação com antena externa que não obtivemos sinal de TV digital em BH.
• Em alguns casos o apontamento da antena externa é determinante.
• A recepção com antena interna se mostrou robusta na maioria das residências, mas a qualidade da antena foi determinante neste resultado.
• Temos 95% das vias urbanas cobertas com o Sinal One-Seg.

Por Clayton Bonfim

Você que investiu em uma televisão widescreen deve estar perguntando: gastei uma grana preta para comprar minha TV e quando vou desfrutá-la, algumas programações que recebo vêm com aquelas tarjas pretas nas laterais.  Nós, Técnicos/Engenheiros, a chamamos de pilar box.

Para você entender o motivo da inserção da faixa lateral, vamos tentar mostrar como o sinal é captado.

Antes de instalar o sistema de transmissão digital, você recebia seu sinal analógico da TV Globo em uma TV no formato 4×3. Se tivesse uma TV 16×9 você recebia uma imagem esticada, caso a configuração do aparelho estivesse em tela cheia.

A maioria das câmeras da empresa continua a trabalhar no formato 4×3, captado por câmeras SD (Standard Definition). Com o advento da transmissão digital, a empresa precisará investir em câmeras HD.

Por exemplo, a novela das 20h é toda captada em HD, ou seja, todas as câmeras foram adquiridas para que pudéssemos transmitir o sinal HD (High Definition).

No Jornal Nacional a câmera é modelo antigo (SD). Então, neste caso, são inseridas as faixas laterais, para preencher a tela de 16×9, mas o sinal recebido no conversor é digital.

Outras programações da TV Globo são realizadas com câmera HD (O Terra de Minas, A grande família, os filmes da Tela Quente, os jogos transmitidos por SP, as corridas de Fórmula 1 e etc). Você deve ter percebido que durante os comerciais, a faixa preta também é inserida. As agências de publicidade também terão que investir em câmeras HD.

Você não precisa ficar preocupado, pois em um cenário de tecnologia nova, grandes investimentos precisam ser feitos pelas empresas de TV. O próximo passo, será atualizar o parque de câmeras da TV Globo.

Para o ano de 2009, devemos aumentar a grade de programação em HD. Vamos utilizar mais câmeras HD, e assim sucessivamente até termos toda a programação em alta definição, 16×9, sem a utilização das faixas laterais.

Por Marcos Álvares

Arquivado em: Mobilidade, recepção, transmissão — 13/10/2008 - 11:44

Existe hoje fundamentalmente duas opções para recebermos sinal de TV no aparelho celular, a TV digital gratuita enviada pelas TVs abertas via 1-Seg e o conteúdo de TV pago via operadoras de celular. No Brasil, em cidades como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Goiânia a TV digital 1-Seg no celular já funciona. 

A diferença básica entre esses sinais é que, as operadoras precisam usar seu canal de dados para transmitir o conteúdo de TV, o mesmo usado para acessar, por exemplo, a internet.  No caso das TVs, o sinal 1-Seg vai junto com o sinal de alta definição (HDTV), podendo ou não ter o mesmo conteúdo do sinal de maior qualidade.  No futuro, deverá haver alguma forma do usuário identificar se o conteúdo que ele está acessando é gratuito, via TVs abertas, ou pago via operadoras de celular.

Em ambos os casos será possível o usuário interagir com o conteúdo e, eventualmente, os 2 tipos de empresas poderão trabalhar juntas. Podem fornecer ao telespectador uma experiência única, como ver ângulos diferentes de uma partida de futebol, replays de gols, câmeras especiais na Fórmula 1, etc.

Por Edson Siquara

 

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